Lucas Gasetta Tschizik: trajetória, desafios e conquistas de quem aprendeu a se encontrar
Publicado em 21 de janeiro de 2026
Desde cedo, Lucas Gasetta Tschizik teve contato com o universo corporativo. Filho de empresários do Grupo Ourho, ele passava as férias na empresa em São José dos Campos, ajudando a equipe de recrutamento e seleção. “Quando tinha uns 14 anos, vinha com minha mãe para a cidade e acabava ficando na empresa. Depois, comecei a ajudar na triagem de currículos e pequenas tarefas da equipe”, lembra. Aos 17 anos, diante de acontecimentos com sócios da família, decidiu permanecer na cidade e iniciar sua trajetória profissional, conciliando o ensino médio com o trabalho. Mais tarde, escolheu estudar psicologia, uma decisão que considera uma das melhores de sua vida.
A caminhada de Lucas não esteve livre de desafios. “Meus maiores desafios foram pessoais. Por ser adotado, lidar com minha sexualidade e questões psicológicas, sempre fui muito camaleão, me moldando aos grupos em busca de aceitação. Isso gerava sofrimento interno e me levava a buscar prazeres externos para me sentir bem”, revela. Hoje, ele diz estar cada vez mais próximo de si mesmo: “Estou aprendendo a me impor sem estresse, perdoando minha história e vivendo o Lucas por completo.”
No campo profissional, uma das conquistas mais marcantes de sua carreira foi a promoção a diretor da área de recrutamento e seleção. “Em 2019, tivemos a meta de fechar 400 vagas e celebramos com a equipe com jantares no Outback por três meses consecutivos. Foi um momento incrível de celebração e reconhecimento pelo trabalho coletivo.”
Sua inspiração sempre veio de perto. “Minha maior referência é minha mãe. Ela é feliz, resiliente e conseguiu, junto com meu pai, construir uma empresa de sucesso e criar uma família maravilhosa. Sempre admirei a forma como ela deixa marcas por onde passa”, comenta.
Lucas encara o futuro com otimismo e fé. Para ele, sucesso não se limita ao financeiro, mas inclui conquistas pessoais, familiares e profissionais. “Tenho força para enfrentar qualquer desafio e busco equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, mantendo meus objetivos claros e revisando-os diariamente.”

Fora do ambiente profissional, Lucas mantém sua essência: emotivo, comunicativo e envolvido. Nos momentos de lazer, gosta de ouvir música, assistir séries e cantar, hábito que poucas pessoas conhecem. Ele também é disciplinado na gestão do tempo, dividindo sua rotina entre meditação, academia e compromissos profissionais, sempre reservando espaço para respirar e estar presente.
A família e os amigos são pilares fundamentais em sua trajetória. “Passei por momentos que exigiram autoconhecimento e sustentação interna, mas minha evolução só foi possível com pessoas que me amam ao lado. Minha mãe, meu pai, meus irmãos Pedro e Ivan e minha tia Ilka sempre estiveram presentes, assim como os amigos mais próximos, que me desafiam a evoluir e me fortalecem”, afirma.

“Hoje tenho uma ótima relação com todos. Com meu pai, tenho conversas profundas; ele é uma pessoa que me cobra bastante, mas sempre no bom sentido, o que me impulsiona a evoluir. Minha mãe é, até hoje, uma das minhas melhores amigas. Falamos sobre tudo e sinto, na alma, a torcida dela por mim.
Meu irmão Pedro é completamente diferente de mim, mas me impulsiona e me defende sempre que pode. Hoje, inclusive, trabalhamos juntos. Tocamos alguns projetos lado a lado e, justamente por termos visões distintas, conseguimos gerar ideias ainda melhores, que nenhum de nós pensaria sozinho. O Ivan, eu sempre digo, é meu grande parceiro. Apesar de ser mais novo, é muito cabeça, corajoso e tem um humor único. E, por último, mas não menos importante, vem minha tia Ilka, mais conhecida como Tia U. Ela é sinônimo de companheirismo. Se eu ligar para ela a qualquer hora, sei que poderei contar com seu apoio. Essa relação existe desde que eu era pequeno; inclusive, ela estava presente no dia em que meus pais foram me buscar. Sou suspeito para falar, mas minha família é simplesmente incrível.”
Entre experiências marcantes, Lucas destaca uma viagem ao Peru com seu pai, que consolidou a aproximação entre eles, e o livro A Parte que Falta, de Shel Silverstein, que lhe trouxe reflexões sobre buscar satisfação no cotidiano enquanto se constrói objetivos pessoais e profissionais.
Ao olhar para o futuro, Lucas deseja ser lembrado por sua alegria, humor e capacidade de lidar com todos de maneira aberta e sem julgamentos. Ele quer que sua reputação reflita a leveza que leva aos ambientes por onde passa e a forma como trata pessoas, independentemente de opiniões ou diferenças.


