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2026 e o racismo ainda em campo: até quando?

Publicado em 18 de fevereiro de 2026

 

 

 

 

É inacreditável que, em pleno 2026, o futebol  um dos maiores símbolos de união global  ainda seja palco de episódios de racismo. A cena se repete, muda o estádio, o país, o campeonato… mas o alvo, quase sempre, é o mesmo: jogadores negros que ousam brilhar.

O mais recente episódio envolvendo Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid, escancarou mais uma vez uma ferida que o esporte insiste em não fechar. Durante uma partida internacional, o jogador denunciou ter sido alvo de ofensas racistas em campo. O jogo chegou a ser paralisado, protocolos foram acionados — mas a pergunta que fica é: até quando isso será tratado como “incidente” e não como crime?

Vinícius Júnior não é um caso isolado. Ele se tornou símbolo porque reage, denuncia e se recusa a normalizar o inaceitável. Ainda assim, o peso da luta contra o racismo não pode continuar recaindo sobre as vítimas. Não é papel do jogador educar torcidas, adversários ou instituições. É dever do futebol, das federações e da sociedade agir com firmeza.

Racismo não é provocação, não é opinião e não é parte do jogo. Racismo é crime. E como todo crime, precisa gerar consequências reais: punições esportivas severas, sanções financeiras, perda de mando de campo e responsabilização individual. Sem isso, discursos de repúdio seguem vazios.

O futebol movimenta bilhões, influencia gerações e atravessa fronteiras. Justamente por isso, deveria ser exemplo — não manchete repetida de vergonha. Quando um jogador é atacado pela cor da sua pele, não é só ele que perde. O esporte perde, a sociedade perde, a humanidade perde.

Se em 2026 ainda precisamos escrever textos como este, é porque falhamos em algum ponto do caminho. E enquanto o racismo continuar sendo tratado com tolerância disfarçada de burocracia, ele seguirá encontrando espaço para existir.

Chega. Racismo é crime. E crime não se discute, se combate.

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