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Dra. Larissa Sumodjo explica se é seguro fazer “combo” de cirurgias aos 60, após caso da mãe de Virginia Fonseca

Publicado em 10 de março de 2026

 

 

 

Cirurgiã plástica explica como idade, saúde e tempo cirúrgico influenciam na decisão por cirurgias combinadas

A recente transformação de Margareth Serrão, mãe da influenciadora Virgínia Fonseca, voltou a chamar atenção nas redes sociais. Aos 60 anos, ela passou por um conjunto de cirurgias plásticas, incluindo abdominoplastia, mamoplastia com prótese de silicone e lipoaspiração, após um processo de emagrecimento e mudança de hábitos. O resultado, celebrado pela família, reacendeu uma dúvida comum entre muitas mulheres: é seguro fazer vários procedimentos ao mesmo tempo, especialmente após os 50 ou 60 anos?

A prática de realizar mais de uma cirurgia no mesmo tempo cirúrgico, popularmente chamada de “combo cirúrgico” ou até “cirurgia X-tudo”, tem se tornado cada vez mais discutida entre pacientes que buscam resultados mais completos em uma única operação.

Segundo Dra. Larissa Sumodjo Cirurgiã plástica, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os procedimentos combinados podem ser realizados com segurança, desde que exista planejamento adequado e avaliação médica rigorosa.

“Essas cirurgias consistem na realização de dois ou mais procedimentos no mesmo tempo cirúrgico, como abdominoplastia associada à cirurgia das mamas ou à lipoaspiração. Quando bem indicadas, elas podem oferecer resultados mais harmônicos e também evitar que o paciente passe por vários períodos de recuperação”, explica.

Idade não é o fator mais importante

Quando o assunto é cirurgia plástica após os 50 ou 60 anos, a especialista explica que a idade isoladamente não é o principal critério para indicar ou contraindicar o procedimento. “A idade cronológica, por si só, não determina a segurança de uma cirurgia plástica. O que realmente pesa na decisão é o estado geral de saúde da paciente e o planejamento cirúrgico. Hoje avaliamos pacientes acima dos 60 anos que estão em boas condições clínicas e podem se beneficiar dos procedimentos”, afirma.

Antes de qualquer indicação cirúrgica, é feita uma avaliação pré-operatória completa, que inclui exames laboratoriais, avaliação cardiológica e, em alguns casos, acompanhamento de outros especialistas.

“Dependendo do histórico da paciente, podemos solicitar exames como ecocardiograma, teste ergométrico e até avaliação de outros especialistas, como pneumologistas. O preparo precisa ser individualizado”, explica.

Quando o “combo” pode ser indicado

Apesar de ser uma opção possível, a realização de múltiplas cirurgias exige critérios rigorosos, principalmente em relação ao tempo total da operação e ao impacto no organismo. “Mesmo em pacientes saudáveis, precisamos considerar fatores como o porte das cirurgias, o trauma cirúrgico e o tempo total do procedimento. Cirurgias muito prolongadas podem aumentar o risco de complicações, por isso o planejamento é fundamental”, destaca.

Em alguns casos, dividir os procedimentos em etapas pode ser a escolha mais segura.

“A decisão entre realizar as cirurgias juntas ou separadas depende da saúde da paciente, do tipo de procedimento e da duração estimada da cirurgia. Em determinadas situações, dividir em duas etapas pode ser a alternativa mais prudente”, afirma.

O que considerar antes de decidir

Com a repercussão do caso nas redes sociais, muitas mulheres da mesma faixa etária passaram a se perguntar se também poderiam realizar múltiplos procedimentos.

Segundo a especialista, o mais importante é evitar comparações. “Cada paciente tem uma condição de saúde, histórico clínico e características físicas diferentes. Por isso, decisões baseadas apenas em tendências ou exemplos nas redes sociais podem ser perigosas. O planejamento precisa ser sempre individualizado”, orienta.

Para quem pensa em realizar mais de uma cirurgia estética, a médica destaca alguns cuidados essenciais: escolher um cirurgião plástico membro da SBCP, realizar todos os exames pré-operatórios indicados, seguir rigorosamente as orientações médicas antes e depois da cirurgia e alinhar expectativas sobre resultados e recuperação.

“A segurança deve ser sempre a prioridade. Um planejamento bem organizado e a escolha de profissionais qualificados fazem toda a diferença para que o procedimento seja realizado com tranquilidade e bons resultados”, conclui a Dra. Larissa Sumodjo.

Sobre Dra Larissa Sumodjo

Médica granduada pela Universidade federal de São Paulo – UNIFESP/EPM (2006)
Residência médica em cirurgia geral – Universidade federal de São Paulo – UNIFESP/EPM (2007/2008)
Residência médica em cirurgia plástica – Universidade federal de São Paulo – UNIFESP/EPM (2009-2011)
Membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (desde 2012)
Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (desde 2014)
Chefe de equipe de reconstrução mamária do programa de filantropia do Hospital Sírio Libanês (2012 a 2018)
Médica de retaguarda de cirurgia plástica do Hospital Sírio Libanês (2019-2021)

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