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Baile de Gala Pré-Carnaval teve tradição, cenografia de escola de samba e pista cheia em Campos do Jordão

Publicado em 11 de fevereiro de 2026

 

 

Evento, realizado no Campos Hall, reuniu 800 pessoas e resgatou a memória cultural dos bailes carnavalescos da cidade

O Campos Hall recebeu no sábado, 7, o Baile de Gala Pré-Carnaval, evento que retomou a tradição dos grandes bailes carnavalescos em Campos do Jordão ao unir referências históricas, estética de gala e manifestações do carnaval brasileiro em uma programação que atravessou a madrugada. Cerca de 800 pessoas estiveram presentes e acompanharam toda a programação da festa que foi até as 5h.

O conceito do evento ficou evidente já na entrada, onde estavam duas esculturas de máscaras com cerca de 3 metros de altura, até o salão principal, onde o público exibiu máscaras, muitas com inspiração veneziana, trajes de gala e fantasias que remetiam ao cinema. Entre as caracterizações que mais chamaram atenção estavam Maria Antonieta ao lado do rei Luís XVI, além de personagens como a Rainha de Copas, Alice no País das Maravilhas, e Cruella de Vil, todas com atenção aos detalhes e toques de humor.

A pista respondeu cedo. Sem a necessidade de convocar o público para dançar, os convidados ocuparam o salão espontaneamente, guiados por uma curadoria musical que alternou diferentes ritmos e manteve o ambiente ativo durante toda a madrugada. O evento priorizou conforto e fluidez: serviço de finger food, áreas amplas para circulação e pontos de encontro que favoreceram conversas descontraídas e até networking. O resultado foi um salão ocupado de forma constante, com participação contínua do público.

Um dos momentos centrais da noite foi a entrada da escola de samba Dragões da Real, que levou ao espaço elementos do carnaval paulistano. Mestre-sala e porta-bandeira abriram caminho, seguidos por sambistas e baianas, em uma apresentação que ampliou o clima de celebração e recebeu aplausos do público. O encerramento ficou por conta do Bloco da Pri, comandado pela cantora Pri Coutto, acompanhada por bailarinos em performances coreografadas. O repertório percorreu marchinhas e clássicos populares cantados em coro, mantendo a pista cheia até o amanhecer, com confetes no ar e trenzinhos improvisados pelo salão. O baile contou ainda com várias ativações, com exposição de carros e motos da BMW, três veículos clássicos do CARDE e modelos da Mini Cooper.

Já na reta final da programação, por volta das 4h, o pedido coletivo por “mais um” marcou a interação entre público e artistas, evidenciando a adesão dos convidados à proposta do evento. O desfecho da noite consolidou o Campos Hall como palco para iniciativas culturais e festivas que articulam cenografia, música e presença ativa do público, recuperando um modelo de baile que há anos não integrava o calendário da cidade.

Para Luiz Rozette, um dos sócios do Campos Hall, a proposta nasceu de uma memória afetiva. “O evento foi inspirado na época em que Campos do Jordão já realizava grandes bailes de carnaval e se tornou ícone desse tipo de celebração. Quando o Campos Hall foi adquirido, a intenção era justamente resgatar essa tradição e promover a cultura dessa festa para a cidade”, afirmou.

Rozette também ressaltou a dimensão do desafio e o papel do ecossistema local para tornar a noite possível. “Esta festa só foi possível graças ao engajamento do empresariado da cidade e de parceiros. Campos do Jordão tinha sede de eventos como este, com fôlego para voltar a ocupar o próprio lugar no calendário social”, reforçou.

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