HSANP alerta: Carnaval exige atenção redobrada para evitar doenças como herpes, candidíase e mononucleose
Publicado em 9 de fevereiro de 2026
Especialista do Hospital alerta para sinais de infecções comuns do período e orienta sobre a prevenção
O Carnaval é uma das épocas mais aguardadas do ano no Brasil, marcado por festas, blocos de rua, desfiles, música e muita interação social. No entanto, contatos mais íntimos entre as pessoas criam um ambiente favorável à transmissão de algumas infecções.
Tais doenças são associadas ao contato com a saliva, como a herpes labial e a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”. Além disso, o desgaste físico comum nesse período pode favorecer o surgimento de infecções oportunistas, como a candidíase oral, o popular “sapinho”.
O compartilhamento de copos, latinhas e canudos, assim como o contato próximo, como o beijo, aumenta o risco de contágio. Embora muitas dessas infecções apresentem sintomas leves, elas podem indicar queda da imunidade e merecem atenção, principalmente em períodos de maior esforço físico, estresse e privação de sono.
Segundo Fabricio Araujo, enfermeiro especializado em infectologia do Hospital HSANP, é importante estar atento aos sinais que indicam a necessidade de procurar atendimento médico.
“Os sintomas mais conhecidos são as lesões visíveis. A herpes se manifesta por meio de bolhas e feridas, geralmente nos lábios, ao redor da boca, no queixo ou no nariz. Já a candidíase oral, o famoso sapinho, é caracterizada por placas ou pontos esbranquiçados na língua, gengiva, parte interna das bochechas e nos lábios”, explica.
A chamada doença do beijo, tecnicamente conhecida como mononucleose infecciosa, pode ser mais difícil de identificar. “Os sintomas incluem dor de garganta, febre, fadiga intensa, mal-estar, inchaço dos gânglios e dores no corpo, o que muitas vezes leva à confusão com outras doenças”, alerta o especialista.
Fabricio destaca ainda que a mononucleose pode ser transmitida mesmo por pessoas assintomáticas, por um período que pode chegar a até um ano após a infecção. “Em alguns casos, a doença pode evoluir para um quadro mais prolongado, com aumento do fígado e do baço, além de pequenas hemorragias capilares que se manifestam como manchas avermelhadas na pele ou nas mucosas, incluindo o céu da boca”, complementa.
A prevenção passa por cuidados simples, como evitar o compartilhamento de objetos que tenham contato com a boca, manter uma alimentação equilibrada, hidratação adequada, reduzir o estresse e adotar práticas sexuais seguras. No caso da herpes, existem medicamentos antivirais, enquanto a candidíase oral pode ser tratada com antifúngicos, que ajudam a controlar os sintomas. Para a doença do beijo, não há tratamento específico, sendo indicados repouso e acompanhamento médico.
“Durante o período de folia, os cuidados devem ser redobrados. Observar sinais aparentes de infecções em outras pessoas, evitar o compartilhamento de copos e latinhas e, principalmente, cuidar da própria saúde são atitudes fundamentais para aproveitar o Carnaval com mais segurança”, finaliza Fabricio Araujo.
Sobre o Hospital HSANP
Localizado no bairro de Santana, o HSANP é referência na Zona Norte de São Paulo (SP). Considerado um dos mais completos hospitais da capital paulista, é reconhecido por oferecer um atendimento humanizado e seguro aos mais de 12 mil pacientes que passam pela instituição todos os meses.


