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A Peregrinação na vida e nos negócios

Publicado em 15 de outubro de 2021

 

 

 

Na última terça feira, dia 12 de Outubro, completei a minha 4ª romaria para Aparecida. Duas delas, incluindo a última, caminhando e as outras duas de bicicleta.
A missão aqui é sempre trazer paralelos de nossa vida com o mundo dos negócios e empreendedorismo de forma que possamos inspirar o maior número de leitores que nos doam seu tempo lendo este artigo.
O objetivo comum de um peregrino que queira transformar a sua experiência em um livro ou documentário seria relatar as descobertas e desafios do caminho com os percalços da vida e isso já seria suficiente para um ótimo material motivacional. No entanto gostaria de escrever sobre as pessoas na romaria e o que pude observar em minhas experiências.

Destaco quatro grupos principais. O primeiro é o romeiro devoto em sua essência. Geralmente viaja sozinho, com pouco dinheiro, poucos recursos e conta com sua fé e ajuda das pessoas para completar a sua jornada. Não possui acesso a comida e sono de qualidade, nem bons calçados e medicamentos. Nos negócios são representados pelas centenas de milhares de microempreendedores que por necessidade precisam gerar sua própria receita para
sobrevivência.

O segundo conjunto é formado pelos religiosos. Peregrinam em sua maioria dentro de grandes
grupos de suas dioceses ou células de oração e realizam percursos diários extensos. Buscam equalizar o sacrifício físico ao tamanho de sua fé e costumam ser organizados, pontuais e metódicos no seu percurso. Aqui estariam representados a grande massa de trabalhadores assalariados que buscam a valorização profissional e financeira do seu trabalho por meio de resultados tangíveis, girando a engrenagem de nossa economia.
O terceiro perfil é o da performance. Realizam o percurso com bicicletas, calçados e suplementos adequados ao desafio, possuem metas agressivas de km percorridos por dia e a velocidade e condicionamento físico são parâmetros importantes para fazer parte do grupo.

 

 

Interpreto aqui o perfil de alguns executivos e empreendedores com entregas acima da média, resultados comprovados, mas que correm o risco de se esquecerem do propósito de seu produto ou serviço, assim como da cultura de sua empresa a fim de atingir sempre um crescimento expressivo acima de tudo.

O quarto peregrino é o da jornada. Geralmente também viajam em grupos, mas são heterogêneos. Por conta das diferenças entre gênero, idade, propósito e ideais geralmente desfrutam mais do caminho buscando algum sentido nas paisagens e percalços. As metas de km diário não são tão agressivas quanto os demais, mas conseguem se organizar e se preparar minimamente com recursos importantes. Estes refletem a nossa humanidade, que se dispersa e se camufla nos demais grupos buscando significado nos desafios diários do nosso “eu profissional”. Por isso te afirmo, é bom viver quatro dias peregrinando ao lado de sua personalidade.
Quem consegue conviver consigo mesmo, conquista o mundo interior e exterior.
Ressalto que esta é uma singela opinião e contribuição àqueles que se interessaram por este artigo. Não ouso dizer qual grupo é o mais indicado para você, essa reflexão é somente sua.

Entretanto preciso lhe confessar que esta divisão não é acidental, pois eu já me vi inserido nesses perfis algumas vezes nas peregrinações que tive a oportunidade de realizar. Já o paralelo com os negócios é apenas um exercício da criatividade, uma vez que o “mundo corporativo” é feito de pessoas, seus vieses e suas crenças. Lembrem-se disso
Danilo Magri – Gestor de Negócios

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