Alethea Schreurs: Uma mulher que escolheu se revelar
Publicado em 6 de novembro de 2026
Natural de São José dos Campos, Alethea, 52 anos, construiu sua trajetória movida por sonhos que, com o tempo, ganharam novos significados.
Formada em Fonoaudiologia, dedicou aproximadamente 15 anos à profissão. Mas a moda sempre esteve presente. Desde os oito anos, observava a mãe trabalhar com roupas, acompanhando peças, clientes e descobrindo que vestir-se vai muito além da roupa: envolve identidade, expressão e autoestima.
Casada com Willy Schreurs, um holandês, e mãe de dois filhos, Alethea dedicou-se à família durante uma importante fase da vida. Quando os filhos cresceram, voltou a sentir o desejo de construir um projeto profissional que também lhe pertencesse. E foi na moda que ela se reencontrou.
Aos 50 anos, nasceu a Gregga Store, uma marca de moda multimarcas e autoral que traduz seu olhar, sua personalidade e sua maneira de enxergar o vestir.

“É muito comum ouvirmos que, aos 50, uma mulher precisa se reinventar. Mas eu não quis me reinventar. Eu quis me revelar.”
A frase traduz o momento que marcou sua trajetória. A Gregga nasceu do desejo de mostrar quem Alethea sempre foi: uma mulher que aprecia peças diferentes, acessórios marcantes e tudo aquilo que foge do óbvio e carrega personalidade.
O próprio nome da marca guarda parte dessa história. Aletheia, seu nome de origem grega, significa “verdade”. Apaixonada pela Grécia, Alethea também encontra no país referências de beleza, liberdade e conexão com o mar. Gregga reúne esses elementos e os transforma em identidade: origem, autenticidade, liberdade e verdade.

À frente da marca, acredita que vestir-se é uma forma de expressão. Sua curadoria busca peças especiais e exclusivas, muitas trazidas de outros estados, que vão além das tendências passageiras. São escolhas que ela define como “coleções de guarda-roupa”: peças que permanecem, podem ser combinadas e ressignificadas ao longo do tempo.
Mais do que vender moda, Alethea deseja ajudar mulheres a se reconhecerem diante do espelho e encontrarem um estilo que tenha verdade — vestir aquilo que representa quem são, e não aquilo que esperam que elas sejam.
Empreender trouxe desafios, mas também uma certeza: quando existe propósito, as dificuldades passam a fazer parte da própria história. Hoje, Alethea sabe que ainda existem muitos sonhos pela frente e que nunca existe uma idade certa para se encontrar, recomeçar ou simplesmente permitir-se ser, com liberdade, quem sempre se foi.
Aos 50, ela não começou uma nova história.
Ela revelou uma parte da história que sempre esteve ali.
@aletheachrystinachreurs


