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Circulando com Marilda Serrano: “Prazer, Palhaça Margô” segue em temporada gratuita por São José”

Publicado em 27 de julho de 2026

 

 

 

Depois de uma estreia de grande sucesso, o espetáculo “Prazer, Palhaça Margô” inicia uma temporada gratuita de apresentações em diferentes espaços culturais de São José dos Campos. A montagem, que une palhaçaria, comicidade crítica, educação sexual e reflexões sobre o prazer feminino, será apresentada entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, ampliando o acesso do público à produção.

Ao todo, serão quatro apresentações:

24 de julho, às 20h, no CAC Walmor Chagas;
27 de julho, às 19h30, no Bola de Meia;
31 de julho e 1º de agosto, às 20h, na Casa de Cultura Flávio Craveiro.
Todas as apresentações são gratuitas, com ingressos disponibilizados antecipadamente pela plataforma Sympla.

Com humor afiado e linguagem direta, o espetáculo utiliza o riso como ferramenta para provocar reflexões sobre desejo, liberdade, sexualidade e os tabus que ainda cercam os corpos femininos. Com duração de 55 minutos e classificação indicativa de 16 anos, o solo tem dramaturgia e atuação de Antonia Aguiar e direção cênica de Adriana Marques.

O projeto foi contemplado pelo edital 004/FCCR/FMC – Criação e Temporada em Artes Cênicas, do Fundo Municipal de Cultura da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, e tem como objetivo ampliar o acesso à arte, fortalecer a democratização cultural e promover debates sobre sexualidade, liberdade de expressão e acessibilidade.

Ao final de cada apresentação, haverá uma breve roda de conversa com o público sobre os temas abordados na montagem.

Acessibilidade prioritária

Um dos grandes diferenciais de “Prazer, Palhaça Margô” é a acessibilidade integrada à própria linguagem do espetáculo. Durante toda a apresentação, a atriz interpreta simultaneamente suas falas em português e em Libras, tornando a comunicação acessível para pessoas surdas sem interromper o fluxo da cena.

A montagem também incorpora a audiodescrição à dramaturgia, permitindo que pessoas cegas e com baixa visão acompanhem a narrativa de forma mais completa.

Meia hora antes de cada sessão será realizada uma visita tátil, destinada a pessoas cegas e com baixa visão, que poderão conhecer o cenário, os figurinos e outros elementos cênicos por meio do toque. Durante toda a programação, uma equipe de acessibilidade permanecerá à disposição do público para garantir acolhimento, autonomia e suporte sempre que necessário.

Sinopse

No palco, a Palhaça Margô surge como quem abre as cortinas da vergonha para revelar, com graça e coragem, a potência do prazer. Entre desastres calculados, confissões absurdas e provocações escancaradas, a personagem conduz o público por uma experiência divertida, sensível e politicamente potente.

Sem didatismo, mas com muita presença, Margô utiliza o humor para desmontar tabus e se reconstruir em cena como uma mulher-palhaça inteira, honesta e profundamente divertida. Uma experiência em que o prazer é político e o riso é libertador.

“O espetáculo surgiu da necessidade extrema de falar sobre os nossos prazeres. Principalmente de nós, mulheres. Afinal, por muito tempo tivemos nossos gozos silenciados de inúmeras formas. Eu e a Margô estamos ansiosas para receber o público e mergulhar nessa vontade de gozar da vida, em todos os sentidos”, afirma a atriz e dramaturga Antonia Aguiar.

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